segunda-feira, 21 de novembro de 2016

«D. AUGUSTO»


O vapor de rodas «D. Augusto» operou -desde os derradeiros anos do século XIX até inícios de 1941- na linha Lisboa-Barreiro-Lisboa mantida pelos Caminhos-de-Ferro do Sul e Sueste e, posteriormente, pela C.P.. Depois de pacientes buscas, confesso que não fui capaz de recolher informação substantiva e fidedigna sobre as suas características físicas e outras : tonelagem, dimensões, motorização, capacidade, etc. Em 1910, depois do triunfo da revolução republicana, o seu nome passou a ser «Algarve», pelo facto do precedente ter conotações monárquicas. Após mais de quatro décadas de serviço, este navio foi atirado contra o molhe da estação do Barreiro-Mar no dia 15 de Fevereiro de 1941, em consequência do devastador ciclone que assolou o território português e que causou estragos mais visíveis na orla marítima. O ex-«D. Augusto» sofreu tais danos, que foi julgado irrecuperável; sendo, por essa razão, enviado para a sucata. A gravura anexada -da autoria do mestre barreirense Manuel Cabanas, que, por sua vez, se inspirou num desenho de Américo Marinho- é uma das raras imagens conhecidas (senão a única) do navio em apreço.

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