sexta-feira, 10 de abril de 2015

«GÉOGRAPHE»

Corveta francesa, que se presume ter sido um navio de 24 canhões (que usou o primitivo nome de «Uranie») construído no estaleiro Loquet, de Honfleur (Normandia), no ano de 1794. O que é certo é que, após trabalhos de adaptação, este veleiro foi confiado ao capitão  Nicolas Baudin, que o baptizou com o novo nome de «Géographe» e que com ele (mái-lo «Naturaliste») empreendeu uma viagem -com fins científicos- às Terras Austrais. Essa expedição partiu do Havre a 19 de Outubro de 1800 e atingiu a Nova Holanda (a actual Austrália) em Maio de 1801, depois de ter visitado, sucessivamente, as Canárias, a ilha Maurícia e Timor. Nesta última ilha, ficaram enterrados 15 membros da equipagem dos navios, que morreram de disenteria, assim como 2 (Monge e Riedlé) dos 9 cientistas que tomaram parte na expedição. Outras vítimas da mesma doença morreram antes do regresso à Europa, que ocorreu no mês de Março de 1804. O próprio chefe da expedição -Nicolas Baudin- faleceu (de tuberculos) em 1803 na viagem de retorno, aquando de nova escala na ilha Maurícia. Esta viagem às Terras Austrais foi considerada de grande importância para a ciência, na medida em que permitiu cartografar as costas leste da ilha-continente e da Tasmânia e de descobrir e estudar cerca de 2 500 espécies animais e vegetais diferentes. Cujas amostras foram trazidas para França. Desconhece-se o destino do «Géographe», que certas fontes dão como sendo um navio de 796 tonéis.

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