quinta-feira, 15 de junho de 2017

«LAGOS»

Navio de transporte de passageiros utilizado na travessia entre o Barreiro e Lisboa-Terreiro do Paço. Pertenceu à famosa série de embarcações do tipo dito 'Viana do Castelo', pelo facto de todas elas (em número de 6) terem sido construídas nos estaleiros navais daquela cidade minhota. Os seus armadores foram, sucessivamente, a CP e, já em fins da sua vida em águas nacionais, a Soflusa. O «Lagos» foi construído em 1970 e, nesse mesmo ano, começou a operar regularmente no estuário do Tejo. Apresentava uma arqueação bruta de um pouco mais de 700 toneladas e media 50 metros de longitude por 9,52 metros de boca. Podia transportar 1 022 passageiros -em condições de tempo normais- distribuídos por três classes distintas. Estava equipado com uma máquina diesel de origem alemã (MAN), que lhe facultava uma velocidade de cruzeiro de 13 nós. O que lhe permitia percorrer o trajecto onde se manteve largos anos (até inícios do século XXI) em 25 minutos. Depois de ter sido retirado do serviço activo e substituído (como os seus congéneres por modernos catamarãs), o «Lagos» esteve algum tempo atracado ao cais da Siderurgia Nacional (no rio Coina), à espera do seu desmantelamento. O que acabou por não acontecer, visto, ter sido adquirido por um armador de São Tomé e Príncipe. Que o denominou «Liliana Carneiro» e o empregou numa linha de transporte de passageiros e frete entre aquela antiga colónia portuguesa e Libreville, no Gabão. No seu historial recente, está registado o facto de ter sido assaltado, em 2010, por piratas nigerianos. Posteriormente resgatado, este antigo navio da frota dos Caminhos-de-Ferro Portugueses continua a navegar e usa, agora, pavilhão da República dos Camarões.

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