sexta-feira, 18 de setembro de 2015

«PRINCESA LEOPOLDINA»

Construído, em 1962, num estaleiro naval espanhol -o Eskalduna, de Bilbau- este navio foi o primeiro da famosa frota denominada dos Cisnes Brancos a chegar ao Brasil; para assegurar uma carreira que percorria todo o litoral brasileiro e que tinha o seu término em Manaus, em plena Amazónia. O «Princesa Leopoldina» era um elegante navio, que apresentava uma arqueação bruta de 9 820 toneladas e que media 145,60 metros de comprimento fora a fora por 18,70 metros de boca. Deslocava-se graças a 2 máquinas diesel com uma potência global de 9 200 Bhp; que facultava a este navio uma velocidade de 17 milhas horárias. O «Princesa Leopoldina» -cujo nome evoca a insigne personagem da História brasileira que aboliu a escravatura- ostentou, sucessivamente, as cores da Companhia Nacional de Navegação Costeira e (após o colapso desta) as do Lloyd Brasileiro. Fez a sua viagem inaugural em Janeiro de 1963, com visita a Buenos Aires. Famoso ficou o cruzeiro que, em 1966, o conduziu do Brasil a Liverpool, cidade para onde transportou 600 torcedores da selecção 'canarinha', que ia disputar, em Inglaterra, o Campeonato Mundial de Futebol. Este navio (que, segundo a imprensa do tempo, custou 5,5 milhões de dólares) tinha 4 'decks' (2 para uso exclusivo dos passageiros e os restantes para alojar a tripulação e para os serviços) e oferecia um conforto até então nunca visto no trajecto marítimo entre Porto Alegre e Belém do Pará. Era navio era gémeo do «Princesa Isabel» (também ele realizado em Bilbau) e dos «Anna Nery» e «Rosa da Fonseca» (ambos construídos na Jugoslávia). O «Princesa Leopoldina» (que os brasileiros recordam com muitas saudades) chegou ao fim de vida activa em finais do século XX e, em 2001, foi vendido a um ferro-velho e encaminhado para Alang, na Índia, onde se procedeu ao seu desmantelamento.

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