sábado, 10 de agosto de 2013

«SANTARÉM»

Este navio mercante (passageiros/carga) pertenceu à frota da companhia de navegação alemã Norddenstcher Lloyd, onde usou o primitivo nome de «Eisenach». Foi construído em Vegesack, pela firma Bremer Vulkan, que o lançou à água no dia 23 de Junho de 1909. Colocado nas linhas do Mediterrâneo e da América do sul (Bremen-Buenos Aires, via Boulogne-sur-Mer, Lisboa, Funchal, portos brasileiros), este navio refugiou-se em 1914 no porto de Recife, para evitar a sua captura ou o seu afundamento pelas unidades da marinha de guerra britânica. Ali esteve inactivo até 1917, ano em que foi apresado pelas autoridades locais. Depois de ter servido algum tempo nas linhas costeiras do Brasil, este navio foi alugado à Flotte d'État (propriedade do governo francês), que o utilizou -sob bandeira brasileira- na linha Marselha-Nova Iorque. Em 1922 o «Santarém» foi devolvido ao Lloyd Brasileiro. Em 1947, já depois do armistício da 2ª Guerra Mundial, este navio foi, de novo, alugado ao estrangeiro, desta feita à casa armadora Itália-Società di Navigazione. No seu historial consta um acidente, ocorrido em 1952 ao largo da cidade de Cabo Frio, durante o qual este navio afundou o transporte militar LCT «Rio Anil». Em 1960, o «Santarém», com mais de meio século de uso, foi vendido a um industrial de ferro velho e desmantelado (em 1962) num estaleiro do Rio de Janeiro. A sucata do navio foi vendida à Companhia Siderúrgica Nacional para reaproveitamento do aço. Principais características do «Santarém» : 6 757 toneladas de arqueação bruta; 127,90 metros de comprimento por 16,53 metros de boca. Propulsão assegurada por 2 máquinas a vapor de quádrupla expansão e por 2 hélices. Potência global de 3 250 cv. 11 nós de velocidade de cruzeiro. Capacidade para receber 950 passageiros, 50 dos quais em 1ª classe. Este navio teve um gémeo baptizado com o nome de «Coburg» e ambos gozaram da reputação, no tempo em que navegavam para a Lloyd germânica, de oferecer um conforto muito apreciado pelos seus passageiros. Eram tidos, além disso, como navios com qualidades náuticas excepcionais.

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