Este elegante paquete navegou na linha Havre-Nova Iorque durante 10 anos. Foi realizado em 1952 pela firma de construção naval Ateliers et Chantiers de France (Dunquerque), por encomenda da Compagnie Générale Transatlantique, a famosa French Lines. A sua estreia nas águas do Atlântico norte não se fez sob os melhores auspícios, já que foi ensombrada por toda uma série de incidentes de natureza técnica, que obrigaram o «Flandre» a frequentes períodos de imobilização. Esses problemas só foram, definitivamente, resolvidos em 1955. Em 1962, com a chegada do majestoso «France» à linha da América do norte, este navio foi todo pintado de branco e afectado à carreira das Antilhas francesas e da América Central. Muito apreciado pelos seus passageiros -habituais ou eventuais- o «Frandre» era um navio confortável e veloz, que apresentava uma arqueação bruta de 20 469 toneladas e que media 183 metros de comprimento por 24,50 metros de boca. O seu sistema propulsivo estava equipado com turbinas a vapor, que lhe proporcionavam uma velocidade de cruzeiro de 22 nós. Após 5 anos inteiros de bons serviços prestados ao seu primeiro armador na carreira das Antilhas, o navio foi posto à venda e adquirido pelo famoso cruzeirista italiano Costa. Que o transformou profundamente, no interesse do seu negócio, e que lhe atribuiu o novo nome de «Carla C». Em 1974, o ex-paquete francês voltou, uma vez mais, ao estaleiro, desta feita para que os motores de origem fossem substituídos por maquinaria diesel. Inteiramente virado para a indústria dos cruzeiros, o navio recebeu, em 1986, o nome de «Carla Costa» e navegou com bandeira italiana até 1992. Nesse ano, já com quarenta anos de uso, foi vendido à companhia grega Epirotiki, que o registou no Pireu e lhe deu o seu derradeiro nome : «Pallas Athena». Vocacionado desde logo e preferencialmente para os cruzeiros no Mediterrâneo oriental, este navio navegou até 24 de Março de 1994, data em que foi destruído por um devastador incêndio num dos cais do seu porto de matrícula. Condiderado irrecuperável, o antigo «Flandre» foi despachado para Aliaga, na Turquia, onde foi desmantelado no ano de 1995. O paquete «Flandre» teve um irmão gémeo -o «Antilles»- que, curiosamente, também foi devorado pelas chamas.
quarta-feira, 17 de julho de 2013
«FLANDRE»
Este elegante paquete navegou na linha Havre-Nova Iorque durante 10 anos. Foi realizado em 1952 pela firma de construção naval Ateliers et Chantiers de France (Dunquerque), por encomenda da Compagnie Générale Transatlantique, a famosa French Lines. A sua estreia nas águas do Atlântico norte não se fez sob os melhores auspícios, já que foi ensombrada por toda uma série de incidentes de natureza técnica, que obrigaram o «Flandre» a frequentes períodos de imobilização. Esses problemas só foram, definitivamente, resolvidos em 1955. Em 1962, com a chegada do majestoso «France» à linha da América do norte, este navio foi todo pintado de branco e afectado à carreira das Antilhas francesas e da América Central. Muito apreciado pelos seus passageiros -habituais ou eventuais- o «Frandre» era um navio confortável e veloz, que apresentava uma arqueação bruta de 20 469 toneladas e que media 183 metros de comprimento por 24,50 metros de boca. O seu sistema propulsivo estava equipado com turbinas a vapor, que lhe proporcionavam uma velocidade de cruzeiro de 22 nós. Após 5 anos inteiros de bons serviços prestados ao seu primeiro armador na carreira das Antilhas, o navio foi posto à venda e adquirido pelo famoso cruzeirista italiano Costa. Que o transformou profundamente, no interesse do seu negócio, e que lhe atribuiu o novo nome de «Carla C». Em 1974, o ex-paquete francês voltou, uma vez mais, ao estaleiro, desta feita para que os motores de origem fossem substituídos por maquinaria diesel. Inteiramente virado para a indústria dos cruzeiros, o navio recebeu, em 1986, o nome de «Carla Costa» e navegou com bandeira italiana até 1992. Nesse ano, já com quarenta anos de uso, foi vendido à companhia grega Epirotiki, que o registou no Pireu e lhe deu o seu derradeiro nome : «Pallas Athena». Vocacionado desde logo e preferencialmente para os cruzeiros no Mediterrâneo oriental, este navio navegou até 24 de Março de 1994, data em que foi destruído por um devastador incêndio num dos cais do seu porto de matrícula. Condiderado irrecuperável, o antigo «Flandre» foi despachado para Aliaga, na Turquia, onde foi desmantelado no ano de 1995. O paquete «Flandre» teve um irmão gémeo -o «Antilles»- que, curiosamente, também foi devorado pelas chamas.
«CENTAUR»
Este navio foi o terceiro a ostentar o nome de «Centaur» na frota da famosa companhia Blue Funnel. Navio misto (passageiros/carga) com um perfil pouco comum, como a imagem documenta, o «Centaur» foi lançado à água pelos estaleiros de John Brown & Cº, de Glásgua, no dia 20 de Junho de 1963. Com uma arqueação bruta de 8 262 toneladas e com 146,50 metros de comprimento por 20,10 metros de boca, o «Centaur» estava equipado com 2 máquinas diesel (desenvolvendo uma potência global de 16 500 bhp) e com 2 hélices, que lhe permitiam navegar à velocidade de cruzeiro de 20 nós. Além do seu vasto espaço de carga, especialmente concebido para o transporte de animais (4 500 ovinos ou 700 bovinos), este navio.-que tinha uma tripulação de 98 membros- dispunha de camarotes e de outros aposentos que lhe permitiam acolher a bordo 190 passageiros. A sua viagem inaugural começou em Liverpool a 20 de Janeiro de 1964 e terminou em Sidney no dia 23 de Feveiro, após passagem pelo canal de Suez e uma etapa em Singapura. O «Centaur» oferecia aos seus passageiros alguns luxos, tais como uma piscina e estabilizadores de casco. Esta unidade mista foi realizada para assegurar o transporte regular de passageiros e carga entre Fremantle (Austrália) e Singapura, carreira há muito mantida pelos navios da Blue Funnel Lines. O «Centaur» passou a navegar, a partir de 1975, com as cores de uma companhia de Singapura associada à firma de origem e, em 1982, foi fretado pela Santa Helena Shipping Cº., passando a navegar para esse longínquo arquipélago do Atlântico sul e para as ilhas Falkland, onde esteve aquando da guerra entre o Reino Unido e a Argentina. Em 1985, o navio foi vendido à Shanghai Haixing Shipping Co. (que lhe deu o novo nome de «Hai Long») e passou a ostentar bandeira da República Popular da China. O navio sobreviveu até 1995, ano em que foi desmantelado pelos estaleiros da empresa Xinhui Scrapyard.
domingo, 14 de julho de 2013
«PRETORIA»
Lançado à água no dia 9 de Outubro de 1897, pelos estaleiros Blohm und Voss, de Hamburgo, o transatlântico «Pretoria» pertenceu à frota da companhia Hamburg-Amerikanische Paketfahrt. Teve dois gémeos, que foram o «Graf Waldersee» e o «Patricia». Apresentava uma arqueação bruta de 13 234 toneladas e media 171 metros de comprimento por 19 metros de boca. A sua propulsão era assegurada por 2 máquinas a vapor e por 2 hélices, que lhe garantiam uma velocidade máxima de 13 nós. Alinhava uma tripulação de 540 pessoas e podia receber, a bordo, mais de 2 000 passageiros, sendo a maioria deles (emigrantes) alojados no porão em condições precárias. A sua viagem inaugural -para Nova Iorque- começou no porto de Hamburgo a 12 de Fevereiro de 1898. Após uma quinzena de anos de bons serviços nessa linha, o «Pretoria» sofreu uma colisão -a 12 de Junho de 1914- com o seu congénere «New York», que o obrigou a recolher a um estaleiro naval hamburguês para receber reparações. Estaleiro de onde não mais saiu até ao fim da Grande Guerra, que, entretanto, havia estalado. No final do conflito, este navio foi entregue ao Reino Unido, como parte das indemnizações de guerra exigidas por esse país à Alemanha vencida. E, em 1919, o antigo paquete germânico foi vendido aos Estados Unidos, que o transformaram em transporte de tropas, conservando-lhe o nome de origem. Nessa condição, o «Pretoria» fez quatro viagens de ida e volta entre Brest (França) e Nova Iorque, transportando para a América cerca de 10 400 antigos combatentes. Desactivado, depois de ter cumprido essa sua missão, o navio voltou a mãos britânicas e foi transferido para o serviço da companhia Ellerman Line. Por muito pouco tempo, já que a sua carreira terminou em Novembro de 1921. Ano em que foi desmantelado num estaleiro da especialidade.
sábado, 13 de julho de 2013
«L'AFRICAINE»
Contrariamente à quase generalidade das fontes consultadas que dão este submarino como tendo sido construído em Rouen, a verdade é que o navio em causa foi realizado pelos estaleiros navais Worms, de Le Trait, uma localidade situada (no leito do rio Sena) a cerca de 30 km da capital histórica da Normandia. Este submersível, que pertencia à classe 'Aurore', ainda se encontrava em curso de construção quando foi apresado, em Junho de 1940, pelas tropas nazis que invadiram a França. Apesar da pressão exercida pelos hitlerianos, os operários do supracitado estaleiro decidiram (com todos os riscos que essa atitude comportava) travar o seu ritmo de trabalho. De tal modo, que os alemães decidiram suspender a construção do «UF-1» -como eles passaram a designar o navio- pouco tempo depois. Os trabalhos foram retomados ainda nesse ano de 1941, mas o «L'Africaine» nunca chegou a ser concluído e a servir na 'Kriegmarine'. Despeitados, os militares tudescos acabaram por dinamitá-lo, numa altura (28/08/1944) em que as tropas aliadas já se aproximavam de Le Trait e as forças de ocupação já haviam iniciado uma debandada geral. Considerada recuperável pelas autoridades francesas, a carcaça do submarino foi, de novo, colocada na calha. Onde permaneceu muito tempo, visto o seu acabamento já não ser considerado prioritário. Assim, o submarino «L'Africaine» só saiu do estaleiro em Julho de 1960 para proceder aos seus primeiros testes de mar. Substancialmente modificado, o navio passou a pertencer, então, à classe 'Créole' e dispunha de equipamentos e armas totalmente diferentes das que devia ter recebido nos anos 40. O «L'Africaine» (como os 14 outros navios da classe 'Créole') recebeu equipamentos equivalentes aos do programa 'Guppy', da armada norte-americana e navegou (com o indicativo de amura 'S 607') até 1963, ano em que foi desactivado e desmantelado. Na sua configuração inicial, o 'Q 196' (seu primeiro designativo) deveria deslocar 900 toneladas (à superfície) e medir 73,50 metros de longitude por 6,50 metros de boca. Profundidade operacional máxima : 100 metros. Armamento principal : 9 tubos lança-torpedos de 550 mm e 1 canhão de 100 mm. A sua equipagem deveria ser constituída por 44 homens. Curiosidade : dos 15 submarinos da classe 'Aurore', 9 foram construídos por estaleiros navais normandos.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
«ROMA»
Paquete da frota da companhia Navigazione Generale Italiana, sedeada em Génova. Que o mandou construir (assim como o seu gémeo «Augustus») aos estaleiros Ansaldo, de Sestri Ponente, para reforçar a sua linha regular com Nova Iorque. O «Roma» foi lançado ao mar em 26 de Janeiro de 1926 e empreendeu a sua viagem inaugural no dia 21 de Setembro desse mesmo ano. Equipado com um poderoso sistema propulsivo a vapor (dotado de 4 turbinas), desenvolvendo uma potência de 40 000 cv, este navio podia deslocar-se à velocidade de cruzeiro de 24 nós. O «Roma» apresentava uma arqueação bruta de 32 582 toneladas e media 216,10 metros de comprimento por 25,20 metros de boca. Tinha capacidade para receber 1 675 passageiros, que foram, essencialmente e durante toda a sua carreira, emigrantes. Este paquete navegou para as Américas até à eclosão do segundo conflito generalizado, no qual a Itália mussouliniana se iria envolver. Retido no porto de Génova pela força das circunstâncias, o navio foi alvo do interesse da 'Regia Marina', que decidiu transformá-lo em porta-aviões. Essa conversão, embora lenta, chegou a tomar forma, tendo a nova unidade recebido o nome de «Aquila». Mas nunca se tornou operacional, muito por culpa da resistência antifascista transalpina, que a sabotou, e dos bombardeamentos da aviação dos Aliados, que lhe causaram avarias irreparáveis. Notas : o blogue ALERNAVIOS já consagrou um 'post' ao «Aquila», o porta-aviões inacabado, que complementa este texto; a fotografia anexada do paquete «Roma», de autor que desconhecemos, foi tirada no cais lisboeta de Santa Apolónia nos anos 30 do passado século.
domingo, 7 de julho de 2013
«ASHIGARA»
Cruzador pesado da marinha imperial japonesa. Pertencia à classe 'Myoko', que compreendeu três outras unidades. O «Ashigara» (cujo nome evocava uma montanha do Japão) foi construído em 1928 nos estaleiros navais da empresa Kawasaki, de Kobe. Deslocava mais de 13 300 toneladas em plena carga e media 203,76 metros de comprimento por 19 metros de boca. O seu calado era de 5,03 metros. O poderoso sistema propulsivo que equipava este navio permitia-lhe atingir pontas de velocidade da ordem dos 36 nós e dispor de uma autonomia de 8 000 milhas náuticas (com andamento reduzido a 14 nós). Do seu armamento principal destacavam-se 10 canhões de 203 mm, 6 de 120 mm (substituídos em 1935 por 8 peças de 127 mm) e 12 tubos lança-torpedos de 610 mm. Dispunha de uma catapulta a vapor para poder utilizar 1 hidro. Do historial do cruzador «Ashigara» há que lembrar a sua participação (em Dezembro de 1937) no salvamento dos passageiros e tripulantes do paquete norte-americano «President Hoover», que, a 11 desse mês, encalhou (devido a um tufão) nas costas da ilha Formosa, a actual Taiwan. A guarnição do navio em apreço mái-la de um contratorpedeiro da classe 'Mutsuki' conseguiram resgatar 883 pessoas do navio em dificuldade e colocá-las a salvo. Durante a 2ª Guerra Mundial, o «Ashigara» participou nalguns dos combates mais violentos do conflito, tais como a batalha das Filipinas (1941/42), a batalha do mar de Java (1942) e a batalha do Golfo de Leyte (1944). No segundo desses embates contra as forças navais dos Aliados, o «Ashigara» foi co-responsável pelo afundamento do HMS «Exeter» e do HMS «Encounter». E, em Dezembro de 1944, este cruzador nipónico sofreu -aquando das operações de desembarque das forças norte-americanas em Mindoro (Filipinas)- violento ataque aéreo inimigo, que lhe causou graves danos. Reparado, o «Ashigara» voltou aos combates no Índico. Mas, a 8 de Junho de 1945, quando se dirigia de Batávia para Singapura (com 1 600 soldados a bordo), o cruzador japonês sofreu ataques de vários submarinos da armada dos Estados Unidos, acabando por ser alvejado com cinco torpedos expedidos a menos e 4 000 metros do alvo, que o afundaram. 853 tripulantes do cruzador (incluindo o seu capitão, Hayao Miura) e cerca de 400 soldados foram resgatados pelo 'destroyer' «Kamikaze», que foi testemunha da sua destruição.
sábado, 6 de julho de 2013
«NORWEGIAN BREAKAWAY»
O «Norwegian Breakaway» é o oitavo maior navio de cruzeiros do mundo. Foi construído em 2013 pelos estaleiros navais alemães da empresa Meyer Warft, de Papenburg (Baixa Saxónia), para a frota da companhia Norwegian Cruise Line. Este novo gigante dos mares apresenta 153 000 toneladas de arqueação bruta e mede 324 metros de comprimento por 39,70 metros de boca. O seu calado é e 8,30 metros. Este navio, que tem 18 cobertas, tem capacidade para receber mais de 4 000 passageiros e navega com uma tripulação permanente de 1 600 membros. O «Norwegian Breakaway» pode deslocar-se à velocidade máxima de 21,5 nós, graças ao seu moderno e poderoso sistema propulsivo. Este navio oferece aos seus passageiros o luxo dos seus congéneres de última geração, nomeadamente em matéria de restauração, já que a bordo não existem horas fixas para as refeições, podendo cada cruzeirista optar por um dos 28 serviços diários organizados pelos muitos restaurantes de bordo. Outra inovação desta moderna unidade turística é oferecida pelas chamadas 'The Haven Deluxe Owner's Suites', que disponibilizam (cada uma delas) 95 m2 de sumptuosidade. «Um pedaço de paraíso em pleno oceano», como diz a publicidade do armador do «Norwegian Breakaway». A viagem inaugural deste belíssimo navio ocorreu logo após a sua entrega aos proprietários (25 de Abril de 2013) e ligou as cidades de Southampton (Inglaterra) e de Nova Iorque.A 12 de Maio, o navio rumou para as Bermudas para um cruzeiro de 7 dias. Uma das outras características do «Norwegian Breakaway» (nome escolhido por concurso público) é o seu belo visual. Com efeito, o navio apresenta a proa pintada com motivos evocando a «Cidade dos Arranha-Céus», que é, por enquanto, a sua base.
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