Paquete construído em 1956 pelos estaleiros Weser AG, de Bremenhaven, Alemanha. Pertenceu à frota das Linhas Marítimas Turcas (Turkish Maritime Lines) até 1987, ano em que foi desmantelado num estaleiro de Aliaga, perto de Esmirna. Isso, na sequência de uma explosão na casa das máquinas (seguida de incêndio), ocorrida em 1984, que devastou o navio e o imobilizou definitivamente. Com um deslocamento de 8 800 toneladas, o «Karadeniz» media 145 metros de comprimento por 18,60 metros de boca. A sua motorização era assegurada por 2 engenhos diesel, que lhe garantiam uma velocidade de cruzeiro de 14/15 nós. A sua tripulação era constituída por 158 membros e o navio podia receber 1 056 passageiros. Gémeo do «Akdeniz» (que se tornaria uma escola flutuante e, por via de consequência, um dos navios mais populares do país), este paquete serviu nas rotas do Mediterrâneo oriental e do mar Negro, mas também fez viagens 'ferry' numa linha que ligou Istambul -seu porto de registo- a Barcelona. Este pequeno paquete, de linhas elegantes, foi o orgulho da marinha mercante turca até à fatídica explosão que determinou o seu fim.
terça-feira, 11 de junho de 2013
«KARADENIZ»
Paquete construído em 1956 pelos estaleiros Weser AG, de Bremenhaven, Alemanha. Pertenceu à frota das Linhas Marítimas Turcas (Turkish Maritime Lines) até 1987, ano em que foi desmantelado num estaleiro de Aliaga, perto de Esmirna. Isso, na sequência de uma explosão na casa das máquinas (seguida de incêndio), ocorrida em 1984, que devastou o navio e o imobilizou definitivamente. Com um deslocamento de 8 800 toneladas, o «Karadeniz» media 145 metros de comprimento por 18,60 metros de boca. A sua motorização era assegurada por 2 engenhos diesel, que lhe garantiam uma velocidade de cruzeiro de 14/15 nós. A sua tripulação era constituída por 158 membros e o navio podia receber 1 056 passageiros. Gémeo do «Akdeniz» (que se tornaria uma escola flutuante e, por via de consequência, um dos navios mais populares do país), este paquete serviu nas rotas do Mediterrâneo oriental e do mar Negro, mas também fez viagens 'ferry' numa linha que ligou Istambul -seu porto de registo- a Barcelona. Este pequeno paquete, de linhas elegantes, foi o orgulho da marinha mercante turca até à fatídica explosão que determinou o seu fim.
«SAUDADES»
Navio de transporte construído em 1913, nos estaleiros alemães da firma Flensburger Schiffsbau A. G., com o nome de «Phoenicia». Com o rebentar das hostilidades em 1914, este navio foi uma das muitas embarcações da marinha mercante germânica que procurou refúgio no porto de Lisboa. Que todas foram apresadas pelas nossas autoridades marítimas (por solicitação britânica feita ao governo de Portugal) em 1916. Acto hostil, que justificou a declaração de guerra da Alemanha ao nosso país. O navio, que pertencia à frota da HAPAG (a famosa Hamburg-Amerika Linie), recebeu o novo nome de «Peniche» e foi integrado numa empresa criada especialmente para integrar os navios apresados e denominada Transportes Marítimos do Estado. Em 1925, o ex-«Phoenicia» foi vendido, num lote de 8 navios, à Sociedade Geral de Comércio, Indústria e Transportes (de Alfredo da Silva), onde tomou o seu derradeiro nome de «Saudades». Destinado ao transporte de carga geral, este navio também estava equipado com cabines aptas a acolher 14 passageiros. O «Saudades» funcionava com uma tripulação de 39 membros e serviu nas linhas exploradas pela Sociedade Geral, que ligavam Portugal ao norte da Europa, às Américas e (sobretudo) à África. Este navio (registado na capitania do porto de Lisboa e que seria desmantelado em 1959, depois de quase meio século de uso) apresentava as seguintes características : 6 430 toneladas de deslocamento; 116,16 metros de comprimento; 15,58 metros de boca; 7,15 metros de calado. A propulsão deste navio era assegurada por 1 máquina a vapor de tríplice expansão (desenvolvendo uma potência de 2 226 cv) e por 1 hélice. A sua velocidade máxima era de 10 nós.
«MENAI STRAITS»
Magnífica barca de bandeira inglesa. Foi construída, em 1877, nos estaleiros britânicos da família Doxford, de Sunderland, para a frota do armador T. M. Griffith, de Carnavon. Com 679 toneladas de arqueação bruta e 55,30 metros de comprimento por 9,10 metros de boca, este navio tinha casco de aço e 3 mastros. Destinado ao comércio ultramarino, o veleiro «Menai Straits» (cujo nome de baptismo evocava um estreito que separa a ilha de Anglesey do País de Gales) transportava carga diversificada. Teve apenas 7 anos de vida, já que se perdeu, no dia 13 de Novembro de 1884, na sequência de um inextinguível incêndio que se declarou a bordo; sem que a sua tripulação pudesse salvar o navio e respectivo carregamento de carvão. A catastrófica ocorrência teve lugar em Salvador Waters, uma baía de East Falkland, a maior ilha do arquipélago das Malvinas. A bonita ilustração que completa este texto, é uma tela representando o «Menai Straits» , navegando no mar da Mancha, ao largo do cabo La Heve, situado a norte da cidade do Havre. O autor é o artista francês Edouard Adam (1847-1929).
«VIKRAMADITYA»
Porta-aviões da armada indiana; que deve tornar-se operacional ainda em 2013. O «Vikramaditya» é uma versão modificada de um porta-aeronaves da classe 'Kiev'. O casco foi lançado à água (em 1982) pelos estaleiros de Nikolaiev (hoje na Ucrânia) e o navio deveria servir na armada soviética com o nome de «Admiral Gorshkov». Mas, com a dissolução da U.R.S.S., o projecto foi abandonado e o navio inacabado foi vendido à União Indiana por 2,35 biliões de dólares. Este porta-aviões, que poderá deslocar 45 400 toneladas em plena carga, mede 283 metros de comprimento por 51 metros de boca. O seu calado é de 10,20 metros. Do seu sistema propulsivo constam máquinas dotadas com turbinas a vapor (desenvolvendo uma potência de 140 000 cv) e 4 hélices. A sua velocidade máxima é de 32 nós e o seu raio de acção é de 13 500 milhas náuticas, com andamento reduzido a 18 nós. O «Vikramaditya», que tem uma guarnição e 1 400 membros (mas apenas 10 mulheres, na cozinha de bordo) e que irá substituir o velho porta-aviões «Viraat», está equipado com sistemas electrónicos de última geração e com armamento defensivo (mísseis e outro) moderno. Do seu efectivo aéreo farão parte 16 caças MiG-29 K, helicópteros dos tipos Ka-28 e Ka-31 (russos) e HAL 'Dhruv' (de construção local). Inicialmente concebido para operar aviões do tipo STOL, este navio recebeu uma pista transversal de 180 metros, que o autoriza a dispor de uma flotilha de aparelhos de descolagem e aterragem clássicas. A sua proa foi modificada e recebeu uma rampa 'ski-jump' (com 14º de inclinação), que lhe permitirá operar em condições ideais (se necessário e em qualquer momento) aparelhos do tipo 'Sea Harrier'. Segundo a opinião dos peritos, este navio poderá ter uma vida operacional de 30 anos, visto 70% do dito ser novo e o resto da sua estrutura e equipamentos terem sido renovados. Ainda assim, a sua compra foi polémica, já que, segundo algumas figuras públicas ligadas à política e à classe militar, o preço de compra e o dinheiro investido na modificação do «Vikramaditya» teria permitido comprar um navio novo.
domingo, 9 de junho de 2013
«ACONCAGUA»
Galera de 3 mastros e com casco de aço, pertencente à frota do armador francês Bordes, de Nantes. Este belo veleiro -construído em 1880 num estaleiro escocês, de Glásgua- chamou-se primitivamente «Nereus» e navegou, até 1893, com as cores da companhia inglesa Caird. Não lhe conhecemos as dimensões (comprimento e boca), mas sabemos que apresentava 1 910 toneladas de arqueação bruta. Foi o segundo navio da Bordes a usar o nome de «Acongagua», sendo, por essa razão e por vezes, chamado «Aconcágua II». Especializado no transporte de nitratos, este veleiro era visitante assíduo dos portos chilenos, para onde fez muitas viagens pela perigosa rota do cabo Horn. Teve uma carreira sem grandes percalços, até Janeiro de 1917. Em data indeterminada do ano de 1916, o «Aconcagua» zarpou da baía de Mejillones (situada a norte de Antofagasta, Chile) com um carregamento de guano. Depois de ter contornado o subcontinente, o navio fez-se à vela para norte, rumo à Europa em guerra, com o intuito de alcançar o porto francês de Rochefort. A situação causada pela beligerância da França e a aproximação de águas europeias fez o capitão Lévêque e toda a tripulação do veleiro redobrar a vigilância; porque uma surpresa podia surgir a qualquer momento. E foi isso que aconteceu às 21 horas do dia de Ano Novo, sob a forma de um submarino germânico. Este, o «U-70», colocado sob as ordens do capitão-tenente Otto Wünsche, imergiu em frente do navio gaulês e intimou-o a colher as velas. Os alemães identificaram o veleiro, inteiraram-se da natureza da sua carga e do respectivo destino e deram alguns minutos à sua equipagem para o abandonar. Esta, tomou lugar a bordo de dois escaleres e afastou-se do «Aconcágua», assistindo, a confortável distância, ao afundamento do seu navio a tiros de canhão. Este banal acto de guerra, ocorrido no primeiro dia de 1917, teve lugar no Perthuis d'Antioche, o braço de mar situado entre as ilhas de Ré e de Oléron. A escassas horas de navegação do porto de destino do malogrado veleiro. Os náufragos do «Aconcagua» -que, todos, escaparam sãos e salvos a esta aventura- foram recolhidos pelo vapor britânico «Highland Prince», que os desembarcou no porto inglês de Bixham; de onde a equipagem francesa foi, ulteriormente, repatriada para o seu país.
sexta-feira, 7 de junho de 2013
«PORTHOS»
O «Porthos», paquete francês da companhia Messageries Maritimes, foi construído em 1914 para assegurar a linha regular Marselha-Saigão-Haiphong via canal de Suez. Deslocava 18 570 toneladas e media 161,70 metros de longitude por 18,80 metros de boca. A potência das suas 2 máquinas a vapor de tripla expansão ultrapassava os 9 000 cv e assegurava a este navio uma velocidade de 17 nós. O «Porthos» podia receber a bordo 112 passageiros de 1ª classe, 96 de 2ª e 90 de 3ª, para além de 400 a 1000 passageiros de porão; que viajavam em condições precárias. Durante a Grande Guerra e de 1918 até 1939, este navio cumpriu, sem incidentes, a sua missão de ligar a França e a Europa ao Extremo Oriente. Com o desencadeamento do segundo conflito generalizado, o «Porthos» fez várias viagens para a África, até Madagáscar, passando pela rota do cabo da Boa Esperança. A 24 de Setembro de 1940, este paquete encontrava-se no porto de Dacar (Senegal) e foi ali atingido por um projéctil de 155 mm (disparado de um navio da 'Royal Navy'), que lhe causou alguns estragos e matou 7 pessoas a bordo. Este ataque britânico (apoiado pelo general De Gaulle) teve como objectivo (falhado) neutralizar as forças navais fiéis ao marechal colaboracionista Philippe Pétain, que ali estavam fundeadas. O paquete foi reparado, continuou a navegar com a bandeira tricolor e, na noite de 23 para 24 de Maio de 1941, salvou, ao largo das costas guineenses, os sobreviventes do navio britânico «Rodney Star», torpedeado por um submarino alemão. Meses mais tarde, o «Porthos» foi alvejado em Casablanca (Marrocos), aquando do ataque aliado de 8 de Novembro de 1942. Atingido por uma devastadora salva de artilharia de 406 mm, proveniente do couraçado norte-americano «Massachusetts», o velho paquete francês soçobrou e, no seu naufrágio, perderam-se 26 vidas. Reemergida em 1945, a sua carcaça foi vendida para demolição. Curiosidade : o paquete «Porthos» é referido pela escritora Marguerite Duras nas páginas do seu famoso romance «L'Amant».
«NEA HELLAS»
Construído em 1922 pelos estaleiros da empresa escocesa Fairfield Govan, este paquete navegou até 1939 com o primitivo nome de «Tuscania» e com as cores do armador Anchor Line. Salvo durante um curto período compreendido entre 1926 e 1930, em que foi alugado à Cunard e arvorou a prestigiosa bandeira esta empresa de navegação. Em 1939, o navio foi adquirido pela companhia General Steam Navigation of Greece (vulgo Greek Line), que lhe deu o novo nome de «Nea Hellas». Em 1941, perante a situação vivida no Mediterrâneo oriental, que culminaria com a ocupação da Grécia pelas tropas nazis, o navio foi apreendido pelo Ministério da Guerra do Reino Unido, que o utilizou como transporte de tropas. Depois do conflito, em 1947, o «Nea Hellas» foi devolvido ao seu legítimo proprietário que o utilizou até 1959 (sobretudo, no transporte de emigrantes) nas rotas da América do norte. Curiosamente, foi este navio que assegurou o transporte da segunda leva importante de emigrantes portugueses para o Canadá; desembarcando 102 madeirenses, no porto de Halifax (Nova Escócia), a 1 de Junho de 1953.O «Nea Hellas» foi considerado obsoleto em 1959 e vendido para demolição a uma empresa japonesa, que procedeu ao seu desmantelamento num estaleiro de Mihara. O navio em apreço (cujo derradeiro nome significava 'Nova Grécia') apresentava cerca de 17 000 toneladas de arqueação bruta e media 168,30 metros de comprimento por 21,40 metros de boca. O seu sistema propulsivo compreendia 6 turbinas a vapor e 2 hélices, que lhe facultavam uma velocidade de cruzeiro de 16 nós. A sua capacidade, limitada a algumas centenas de viajantes em tempo de paz, chegou a atingir 3 000 tropas durante a segunda grande guerra.
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