Submarino atómico da armada russa, pertencente ao tipo 'Delfin', que corresponde, no código NATO, à classe 'Delta IV'. Base de lançamento de mísseis balísticos com alcance intercontinental, o «Yekatarinburg» (identificativo de amura K-84) foi construído (nos tempos da URSS) pelos arsenais Sevmash, de Severodvinsk, e integrado na chamada Frota do Norte. Este poderoso submersível desloca 18 200 toneladas em imersão (11 740 toneladas à superfície) e mede 167,40 metros de comprimento por 11,70 metros de boca. A sua propulsão é garantida por 2 reactores nucleares VM4-SG, que lhe imprimem uma velocidade máxima de 24 nós em configuração de mergulho. A sua autonomia, só condicionada pelo abastecimento de géneros e pelas necessidades de descanso da sua guarnição de 140 homens, é de 90 dias. Do seu armamento constam : 16 engenhos balísticos R-29RM 'Shtil' concebidos para destruir -na eventualidade de guerra nuclear- instalações militares e sítios industriais de primeira importância. Cada 'Shtil' carrega 100 kt de carga explosiva distribuída por vários vectores que podem operar independentemente uns dos outros. Estes mísseis podem ser substituídos por engenhos nucleares do tipo 29RMU 'Sineva', também eles de efeitos devastadores. O 'K-84' está ainda equipado com 4 tubos lança-torpedos de 533 mm e com uma reserva de 12 munições. Em Agosto/Setembro de 2006, aquando de uma patrulha no oceano Glacial Árctico, este submarino alcançou o Pólo Norte. Premiado várias vezes pelo almirantado russo pelas suas 'performances', o «Yekaterinburg» sofreu um incêndio, de graves consequências, no dia 29 de Dezembro de 2011, quando se encontrava numa das docas secas da base de Murmansk. Esse incidente, provocado, ao que parece, pela negligência de um soldador, não causou vítimas, nem atingiu os seus reactores, mas vai paralisar o navio por algum tempo. Segundo opinião da comissão de inspecção, os trabalhos de reparação dos desgastes causados demorarão, no mínimo, 2 ou 3 anos.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
«YEKATERINBURG»
Submarino atómico da armada russa, pertencente ao tipo 'Delfin', que corresponde, no código NATO, à classe 'Delta IV'. Base de lançamento de mísseis balísticos com alcance intercontinental, o «Yekatarinburg» (identificativo de amura K-84) foi construído (nos tempos da URSS) pelos arsenais Sevmash, de Severodvinsk, e integrado na chamada Frota do Norte. Este poderoso submersível desloca 18 200 toneladas em imersão (11 740 toneladas à superfície) e mede 167,40 metros de comprimento por 11,70 metros de boca. A sua propulsão é garantida por 2 reactores nucleares VM4-SG, que lhe imprimem uma velocidade máxima de 24 nós em configuração de mergulho. A sua autonomia, só condicionada pelo abastecimento de géneros e pelas necessidades de descanso da sua guarnição de 140 homens, é de 90 dias. Do seu armamento constam : 16 engenhos balísticos R-29RM 'Shtil' concebidos para destruir -na eventualidade de guerra nuclear- instalações militares e sítios industriais de primeira importância. Cada 'Shtil' carrega 100 kt de carga explosiva distribuída por vários vectores que podem operar independentemente uns dos outros. Estes mísseis podem ser substituídos por engenhos nucleares do tipo 29RMU 'Sineva', também eles de efeitos devastadores. O 'K-84' está ainda equipado com 4 tubos lança-torpedos de 533 mm e com uma reserva de 12 munições. Em Agosto/Setembro de 2006, aquando de uma patrulha no oceano Glacial Árctico, este submarino alcançou o Pólo Norte. Premiado várias vezes pelo almirantado russo pelas suas 'performances', o «Yekaterinburg» sofreu um incêndio, de graves consequências, no dia 29 de Dezembro de 2011, quando se encontrava numa das docas secas da base de Murmansk. Esse incidente, provocado, ao que parece, pela negligência de um soldador, não causou vítimas, nem atingiu os seus reactores, mas vai paralisar o navio por algum tempo. Segundo opinião da comissão de inspecção, os trabalhos de reparação dos desgastes causados demorarão, no mínimo, 2 ou 3 anos.
«FLYING ENTERPRISE»
Este navio (do tipo C1-B) foi um dos muitos 'Liberty Ships' construídos nos Estados Unidos, durante a 2ª Guerra Mundial. Lançado à água a 7 de Janeiro de 1944, pelos estaleiros Consolidated Steel Corporation, de Wilmimgton (Califórnia), este cargueiro foi baptizado com o nome de «Cape Kumukaki», que manteve até 1947, ano em que foi vendido pela 'War Shipping Administration' ao armador Isbrandtsen. O seu novo proprietário registou-o no porto de Nova Iorque e deu-lhe o nome de «Flying Enterprise», que este navio usou até à data do seu naufrágio. O «Flying Enterprise» apresentava uma arqueação bruta de 6 711 toneladas e media 120,83 metros de comprimento por 18,31 metros de boca. A sua propulsão era assegurada por 2 turbinas a vapor (desenvolvendo uma potência global de 4 000 cv) e por 1 hélice, que lhe permitiam navegar a 14 nós de velocidade máxima. A sua tripulação era composta por 48 membros. O navio dispunha de camarotes com capacidade para receber 10 passageiros. Afectado ao transporte de carga geral, o «Flying Enterprise» teve uma carreira civil sem percalços, até 21 de Dezembro de 1951, data em que zarpou do porto de Hamburgo para a sua derradeira e movimentada viagem. O seu destino era os Estados Unidos, para onde levava (oficialmente) um carregamento constituído por 1 290 toneladas e ferro-gusa, 494 toneladas de café, 454 toneladas de trapo (desperdícios), 454 toneladas de derivados de nafta, 40 toneladas de turfa, 12 automóveis Volkswagen, e um número não determinado de instrumentos musicais e de máquinas de escrever. Além dessa carga, o navio transportava 10 passageiros. Na noite de Natal, o cargueiro foi assaltado por uma tempestade medonha no canal da Mancha, que lhe causou danos na estrutura e desequilibrou as mercadorias transportadas. O navio encontrou-se rapidamente numa situação incómoda ao inclinar-se de 45º para bombordo. Perante a iminência de um naufrágio, um SOS foi lançado, ao qual respondeu o navio mercante «Southland» e o USS «General A. W. Greely»; que conseguiram resgatar tripulantes e passageiros, à excepção de um destes, que morreu afogado aquando dessa operação de salvamento e o capitão Henrik K. Carlsen (um oficial dinamarquês), que, obstinadamente, recusou abandonar o seu navio. A imprensa do tempo -que seguiu o desenrolar dos acontecimentos e saudou a abnegação deste 'capitão corajoso'- mostrou-o dependurado do «Flying Enterprise» até ao fim desta insólita aventura. Apesar da bravura do seu capitão e de todos os esforços feitos para salvar o navio, este acabou mesmo por ir ao fundo no dia 10 de Janeiro de 1952. Especulou-se muito sobre a natureza da carga deste navio (parcialmente recuperada, em 1960, pela firma especializada Sorima, de Itália) e falou-se e escreveu-se que da dita constavam ouro e zircónio (um metal raro). Sendo esta última substância destinada ao «Nautilus», primeiro submarino nuclear da 'US Navy'. Mas, devido a uma cláusula de confidencialidade imposta à Sorima, não foi possível confirmar a veracidade desses rumores. A odisseia do «Flying Enterprise» (que jaz no fundo do mar da Mancha, a 80 metros de profundidade) foi largamente relatada pela imprensa do tempo, contada em livros (um dos quais da autoria de Carlsen, o seu último capitão) e por um documentário da TV dinamarquesa, realizado em 2002, e intitulado, em inglês, «The Mystery of Flying Enterprise».
quinta-feira, 30 de maio de 2013
«LA MARTINE»
Navio de 80 tonéis, referenciado como tendo feito uma viagem ao Brasil no ano de 1518. Os marinheiros de Jumièges -localidade normanda ribeirinha do Sena- já tinham alguma experiência das expedições de longo curso, por terem ido à Terra Nova (em navios de Ruão e de Honfleur), em cujas piscosas águas os normandos -tais como os portugueses, os bretões e os bascos- foram pioneiros na pesca do bacalhau. O «La Martine» encontrava-se sob as ordens do capitão Robert Cossard e ter-se-á aventurado nos ainda pouco conhecidos mares da América do sul para carregar (muito provavelmente) pau-brasil, um produto muito cobiçado pelos europeus e que garantia a obtenção de lucros chorudos. A viagem do «La Martine» teria sido financiada por negociantes da vizinha cidade de Ruão, urbe já familiarizada com viagens ultramarinas, que conduziram os seus navios e mareantes às Canárias, à África e às Américas. À falta de provas materiais definitivas, é importante referir que esta viagem do «La Martine» ao Brasil é, apenas, de natureza hipotética. Embora a tradição local a tenha como certa. A ilustração deste texto não representa o navio em apreço. É, porém, a imagem de uma embarcação da época.
terça-feira, 28 de maio de 2013
«BENGBU»
A fragata ligeira «Bengbu» foi o primeiro navio do tipo 056 a ser realizado. A armada da República Popular da China já encomendou 20 destas modernas unidades de linhas furtivas, no quadro de um programa de modernização da sua frota. Referenciados, também, como pertencentes à classe 'Jiangdao', estes navios vão substituir, progressivamente, as obsoletas fragatas da classe 'Jianghu'. O «Bengbu» (que integra, desde Fevereiro e 2013, a frota do mar da China Oriental) foi construído nos estaleiros Hudong-Jonghua e desloca 1 440 toneladas em plena carga. Mede 89 metros de longitude por 11,60 metros de boca. O seu calado é de 4,40 metros. A propulsão do «Bengbu» é assegurada por 2 máquinas diesel, que lhe garantem uma velocidade máxima de 28 nós e uma autonomia de 2 000 milhas náuticas com andamento reduzido a 18 nós. Este navio possui uma pista (à popa) para poder operar um helicóptero e tem, no seu equipamento electrónico, sensores e sistemas de processamento de armas de última geração. Está armado com mísseis de várias valências (antinavios, antiaéreos), 6 tubos lança-torpedos, 1 canhão de 76 mm e 2 peças de 30 mm. A equipagem das fragatas deste tipo é constituída por 60 homens. A China já exportou este navio para a Tailândia (onde é conhecida como classe 'Pattani') e para o Bangladesh. Parece que metade do programa '056' já foi concretizado e que uma dezena destes navios já saiu dos estaleiros navais chineses. Nota : devido às suas reduzidas dimensões, há quem considere o «Bengbu» (e os seus 'sister ships') uma corveta e não uma fragata.
«BLANCO ENCALADA»
Fragata blindada da armada chilena. Foi construída na Grã-Bretanha (pelos estaleiros Earl Ship Building Cº, de «Yorkshire) em 1875. Deslocava 3 560 toneladas, media 64 metros de comprimento por 14 metros de boca e era de propulsão mista. Os seus 3 mastros içavam pano redondo e áurico e as suas 2 máquinas a vapor desenvolviam uma potência global de 2 920 cv. A combinação dos meios de propulsão deste navio garantiam-lhe uma velocidade máxima que rondava os 13 nós. Nas zonas mais sensíveis, a sua couraça podia atingir 230 mm. A «Blanco Encalada» estava armada com 10 peças de artilharia, de entre as quais se destacavam 6 canhões de 228 mm. A sua guarnição era composta por 242 homens, incluindo o corpo de oficiais. Este navio tinha na fragata «Almirante Cochrane» o seu 'sister ship'. Participou em vários conflitos internacionais e internos. Durante a chamada guerra do Pacífico, contra o Perú, hasteou as insígnias de navio-almirante da armada chilena e esteve presente no bloqueio do porto de Iquique e na falhada expedição contra El Callao. A sua acção foi primordial na captura do monitor «Huáscar» e da canhoneira «Pilcomayo» da frota inimiga. A fragata «Blanco Encalada» também teve participação activa na guerra civil de 1891, durante a qual tomou partido pelos Congressistas que derrotaram o presidente Balmaceda. Foi durante este conflito interno que este navio se perdeu, depois e ter sido alvejado -a 23 de Abril de 1891- pelos torpedeiros rivais «Almirante Lynch» e «Almirante Condell». A fragata blindada «Blanco Encalada» (atingida por um torpedo no casco, a meia nau) afundou-se em poucos minutos. No desastre pereceram 11 dos seus oficiais e 171 outros tripulantes. Na lista dos mortos constava o nome de um civil ilustre : o de Enrique Valdés Vergara, que era membro da Junta apoiada pelas forças congressistas. Os despojos deste histórico navio jazem a 18 metros de profundidade, na baía de Caldera. E, num cemitério de Laico de Caldera, onde repousam marinheiros do «Blanco Encalada», foi erigido um monumento em sua memória.
«USSUKUMA»
Paquete de bandeira germânica, cujo nome fazia referência a um planalto do Tanganica, na antiga África Oriental Alemã. Construído nos estaleiros da firma Blohm und Voss, de Hamburgo, em 1920, o «Ussukuma» entrou ao serviço da companhia de navegação Deutsche Ost-Afrika Linie em meados do ano seguinte. Teve dois 'sister ships', o «Usarano» (propriedade do mesmo armador) e o «Wangoni», que navegou com as cores da companhia Woermann Linie. O «Ussukuma» era um navio com 7 765 toneladas de arqueação bruta, que media 127,60 metros de comprimento por 17,10 metros de boca. Tinha uma tripulação composta por uma centena de elementos e podia acolher a bordo perto de 300 passageiros. O seu sistema propulsivo compreendia 1 turbina a vapor e um hélice, que permitiam a este navio vogar à velocidade máxima de 14 nós. Serviu na linha da África oriental até 1939, ano que viu a eclosão da Segunda Guerra Mundial. Encontrava-se no porto de Lourenço Marques (hoje Maputo), quando passou sob o controlo da 'Abwehr' (serviços secretos). Foi comissionado para a América do sul, presumindo-se que para dar assistência ao couraçado de bolso «Admiral Graf Spee». O «Ussukuma» encontrava-se em Montevideo, quando ali se refugiou o 'Spee', após o seu confronto -no Atlântico sul- com a frota britânica. Tal como aconteceria alguns dias mais tarde ao temível couraçado alemão, o antigo paquete da linha da África oriental foi afundado voluntariamente (na manhã de 6 de Dezembro de 1939) pela sua tripulação, por se temer que o navio caísse em poder de um vaso de guerra britânico, que ameaçava apresá-lo. A sua tripulação (107 homens) foi resgatada pela guarnição do cruzador «Ajax», feita prisioneira e internada, até ao fim da guerra, em campos de concentração situados na África do Sul e nas ilhas Falkland. Os destroços do paquete «Ussukuma» foram identificados oficialmente em 2008, ao largo do estuário do rio da Prata, em águas territoriais argentinas.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
«LIZ»
O contratorpedeiro «Liz», construído em Itália no ano de 1914, foi o primeiro navio assim denominado a prestar serviço na nossa armada; onde apenas permaneceu entre as datas de 20 de Dezembro de 1914 e 31 de Maio de 1915. Foi também o primeiro navio de guerra português a usar nafta na alimentação do seu sistema propulsivo, que compreendia 2 turbinas a vapor, desenvolvendo uma potência global de 8 000 cv. O «Liz» era um navio com 750 toneladas de deslocamento, que apresentava as dimensões seguintes : 70,10 metros de comprimento por 6,71 metros de boca por 2,13 metros de calado. Podia navegar à velocidade máxima de 20 nós e a sua guarnição era constituída por 70 homens (oficiais, sargentos e praças). Não encontrámos documentação referenciando o armamento de bordo. Esta unidade foi realizada para a armada italiana, que acordou a sua posterior transferência para a 'Royal Navy'; mas a venda não se fez de forma directa, devido a constrangimentos impostos pela neutralidade dos transalpinos. Assim, o navio foi vendido a Portugal, que, no quadro da aplicação da velha Aliança Luso-Britânica, pôde ceder o «Liz» aos ingleses. Este contratorpedeiro recebeu -depois de arvorar pavilhão de Sua Majestade- o novo nome de «Arno». Teve acção interventiva na Grande Guerra e afundou-se no estreito dos Dardanelos em 1918, depois de ter colidido acidentalmente com o HMS «Hope». Curiosidade : o nome de «Liz» voltou a ser dado a um navio militar português em 1921, sendo dele beneficiário um torpedeiro da classe 'Ave'.
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