O «Okeanos», cujo identificativo de amura é S-118, é um dos quatro submarinos de ataque do tipo 209-1200 adquiridos pela Grécia na Alemanha. Construído nos estaleiros navais da firma Howaldtswerke, de Kiel, este submersível foi (e é), tal como os seus congéneres, alvo de grande polémica, pelo facto de ter aparecido no seio da armada helénica num momento de pré-crise económica. Que agudizou nos nossos dias. A modernização da frota de guerra grega tem a ver com igual disposição por parte dos seus vizinhos turcos; que apesar de fazerem parte do mesmo pacto militar (NATO), não se resignam a perder terreno face ao rival regional. Consequência do peso de uma História comum difícil, sem dúvida. O «Okeanos» desloca 1 285 toneladas em imersão e mede 55,90 metros de comprimento por 6,18 metros de boca. O seu calado é de 5,45 metros. A sua propulsão é assegurada por 4 máquinas diesel, por 1 motor eléctrico e por 1 hélice. A potência global dos seus propulsores é de 3 380 kW e a sua velocidade máxima situa-se nos 39,80 km/hora. O seu raio de acção pode atingir os 11 000 km, com andamento reduzido. O «Okeanos», que tem uma guarnição de 31 homens, está armado com mísseis 'Harpoon' e com torpedos clássicos, lançados através de 8 tubos de 533 mm. A electrónica de bordo é de última geração e compreende diversos sistemas de radares (activos/passivos), de sonares e de dispositivos de controlo de armas do tipo 'Signal Sinbad'. Os outros três submersíveis gregos deste modelo são o «Poseidon» (S-116), o «Amphitriti» (S-117) e o «Pontos» (S-119).
domingo, 19 de maio de 2013
«OKEANOS»
O «Okeanos», cujo identificativo de amura é S-118, é um dos quatro submarinos de ataque do tipo 209-1200 adquiridos pela Grécia na Alemanha. Construído nos estaleiros navais da firma Howaldtswerke, de Kiel, este submersível foi (e é), tal como os seus congéneres, alvo de grande polémica, pelo facto de ter aparecido no seio da armada helénica num momento de pré-crise económica. Que agudizou nos nossos dias. A modernização da frota de guerra grega tem a ver com igual disposição por parte dos seus vizinhos turcos; que apesar de fazerem parte do mesmo pacto militar (NATO), não se resignam a perder terreno face ao rival regional. Consequência do peso de uma História comum difícil, sem dúvida. O «Okeanos» desloca 1 285 toneladas em imersão e mede 55,90 metros de comprimento por 6,18 metros de boca. O seu calado é de 5,45 metros. A sua propulsão é assegurada por 4 máquinas diesel, por 1 motor eléctrico e por 1 hélice. A potência global dos seus propulsores é de 3 380 kW e a sua velocidade máxima situa-se nos 39,80 km/hora. O seu raio de acção pode atingir os 11 000 km, com andamento reduzido. O «Okeanos», que tem uma guarnição de 31 homens, está armado com mísseis 'Harpoon' e com torpedos clássicos, lançados através de 8 tubos de 533 mm. A electrónica de bordo é de última geração e compreende diversos sistemas de radares (activos/passivos), de sonares e de dispositivos de controlo de armas do tipo 'Signal Sinbad'. Os outros três submersíveis gregos deste modelo são o «Poseidon» (S-116), o «Amphitriti» (S-117) e o «Pontos» (S-119).
«VESTRIS»
O paquete «Vestris» foi construído, em 1912, pelos estaleiros Workman, Clark & Cº Ltd. de Belfast, na Irlanda. Pertenceu ao armador Lamport & Holt, uma companhia de navegação britânica, que o colocou nas linhas de Nova Iorque e da América do sul. Este navio movia-se graças a 2 máquinas a vapor de quádrupla expansão -desenvolvendo uma potência de 8 000 ihp- e 2 hélices. O «Vestris» era um navio com 10 494 toneladas de arqueação bruta, que media 152 metros de comprimento por 18,50 metros de boca. Com 250 tripulantes, tinha condições para receber 610 passageiros, dos quais 280 eram alojados em camarotes de 1ªclasse. Durante a Primeira Guerra Mundial, o paquete foi requisitado pelas autoridades militares do Reino Unido e assegurou transportes diversificados (tropas, material bélico, mantimentos, etc) e chegou a ser atingido por um torpedo alemão no canal da Mancha. Em 1919, regressou à vida civil, depois de ter sido devidamente restaurado e readaptado às suas primitivas funções. Alugado à Cunard, o «Vestris» voltou a operar na linha Liverpool-Nova Iorque-Buenos Aires. Ainda nesse ano posterior ao armistício, este navio foi vítima de um incêndio, que se declarou nas suas reservas de carvão e que só foi possível extinguir após quatro dias de esforços. O resto da sua carreira desenvolveu-se mais calmamente, até que -no dia 12 de Novembro de 1928- açoitado por uma violenta tempestade, que lhe desequilibrou a carga e o fez meter água, o «Vestris» se afundou. O paquete navegava de Nova Iorque para River Plate com 326 pessoas a bordo, entre tripulantes e passageiros. Depois de ter lançado insistentes SOS's, apareceram no lugar do desastre (situado a 200 milhas ao largo de Hampton Roads, Virgínia) vários navios em seu socorro, que acabaram por salvar a maioria dos que viajavam a bordo. Houve, porém a lamentar a perda de mais de 100 vidas (entre 110 e 127, segundo as fontes). Nenhuma das 13 crianças que viajavam a bordo sobreviveu. E, das 33 mulheres que se encontravam no «Vestris», somente 8 delas lograram salvar-se. A imprensa foi muito crítica para com a tripulação do navio (que acusou de incompetência e de negligências várias) e para com a companhia armadora, que os jornais acusaram de ter sobrecarregado o navio e de ter descurado a segurança dos passageiros. A campanha dos jornais (sobretudo norte-americanos) foi de tal ordem, que os armadores do navio sofreram enormes prejuízos (devido à queda de receitas de bilheteira) e acabaram por encerrar a linha da América do sul, em 1929. Depois da catástrofe, os advogados das famílias das vítimas exigiram à Lamport & Holt mais de 5 milhões de dólares de indemnizações.
terça-feira, 14 de maio de 2013
«MASSÉNA»
Couraçado da marinha francesa, construído em 1895 pelos Ateliers et Chantiers de la Loire, em Saint Nazaire, segundo desenho do engenheiro naval de Bussy. Realizado na base de um programa de modernização da armada gaulesa, que compreendia também a realização dos couraçados «Charles Martel», «Bouvet», «Jauréguiberry» e «Carnot» (que apenas tinham em comum a artilharia principal), o «Masséna» recebeu o nome do marechal napoleónico do mesmo nome, que, apesar do seu cognome de 'Filho Querido da Vitória', foi expulso no nosso país pelos exércitos luso-britânicos. Com uma arqueação bruta de 11 735 toneladas, o «Masséna» media 112,60 metros de comprimento por 20,20 metros de boca. O seu calado era de 8,80 metros. A propulsão deste navio era assegurada por maquinaria a vapor e tripla expansão, desenvolvendo uma potência global de 14 200 cv. A sua velocidade máxima era de 17 nós e o seu raio de acção era de 3 520 milhas náuticas com andamento reduzido a 10 nós. Poderosamente blindado, este navio estava armado com 2 canhões de 305 mm, 2 outros de 274 mm, 9 de 138 mm, 8 de 100 mm e com 4 tubos lança-torpedos de 450 mm. Este navio tinha uma guarnição de 667 homens. Entrou no serviço activo em 1898 e, apesar da sua vetustez, ainda teve a ocasião de participar nos combates travados no estreito dos Dardanelos. Onde foi afundado voluntariamente -a 10 de Novembro de 1915- para poder servir de quebra-mar e de bateria de artilharia fixa, aquando dos desembarques das tropas aliadas em Sedd-ul-Bahr.
domingo, 12 de maio de 2013
«CHALLENGE»
/////// Este bonito 'clipper' norte-americano (que é importante não confundir com o seu quase homónimo «Challenger») foi construído em 1851 nos estaleiros de William H. Webb, de Nova Iorque. Era uma galera de 3 mastros, com casco em madeira, pertencente ao armador Griswold & Cº, que a colocou nas rotas comerciais da Califórnia e do Oriente. Reputada pela velocidade com que cruzava os oceanos, atribuem-se-lhe vários recordes, entre os quais se conta uma viagem entre San Francisco e Hong Kong, que realizou em apenas 46 dias de navegação. Este veleiro teve uma carreira algo atribulada, sofrendo avarias em várias ocasiões, geradas pelos temporais que afrontou. Conheceu vários capitães e, em 1862, trocou de bandeira ao ser vendido à companhia Thomas Hunt, de Liverpool. Que o baptizou com o novo nome de «Golden City». Quatro anos mais tarde conheceu novo dono, ao integrar a frota do armador (também ele britânico) Joseph Wilson & Cº, de South Shields. Em 1867, o ex-«Challenge», com 16 anos de actividade, ainda conseguiu realizar a proeza de ligar Liverpool a Bombaim em 71 dias de navegação. Em Julho de 1875, no oceano Índico, este navio perdeu 7 homens de equipagem -incluindo todos os seus oficiais- na sequência de uma medonha tempestade. À qual sobreviveu, no entanto. Este 'clipper' naufragou a 7 de Fevereiro de 1877, perto da ilha francesa de Ouessant, quando seguia para o porto de Génova com 1 590 toneladas de carvão. Levava a bordo 26 homens de equipagem, cujo destino não pudemos apurar. O «Challenge» era um navio de 1 365 toneladas, que media uns 68 metros de comprimento por 13 metros de boca. A imagem que aqui o representa é da autoria do reputado artista Antonio Jacobsen, falecido em 1921.
«SHANGHAI HIGHWAY»
//////////// Especializado no transporte de viaturas, este maciço navio também tem acomodações para poder receber passageiros. O «Shanghai Highway» (um Ro-Ro/passengers') pertence à frota da companhia armadora Taiyo Nippon Kisen, sedeada em Kobé, no Japão, mas usa bandeira panamiana. Foi construído, no ano de 2005, nos estaleiros chineses da NACS, em Nantong. Este navio tem uma arqueação bruta de 48 927 toneladas e as suas dimensões são as seguintes : 179 metros de comprimento; 31 metros de boca; 8 metros de calado. A sua propulsão é assegurada por 1 poderosa máquina diesel com uma potência de 16 995 hp e por 1 hélice. A sua velocidade máxima pode atingir os 21,8 nós. Todas as operações de carga e descarga deste navio se fazem através de uma porta-rampa situada à ré, do lado estibordo. Possante navio de trabalho, o «Shanghai Highway» pode navegar em todos os oceanos e mares do mundo e aceder a portos de todos os continentes. Onde a sua silhueta, diferente e algo deselegante, desperta sempre muita curiosidade.
«DEUTSCHLAND»
Navio misto (velas/vapor) de bandeira alemã, construído pelos estaleiros escoceses Caird & Company, de Greenock. Este paquete, pertencente à frota da Norddeutscher Lloyd (casa armadora com sede na cidade de Bremen) foi colocado na carreira da América do norte e fez a sua viagem inaugural a 14 de Outubro de 1866, data em que partiu da Alemanha para Nova Iorque com escala no porto inglês de Southampton. Os seus passageiros foram, maioritariamente (nessa e nas suas outras travessias do Atlântico), emigrantes que procuravam uma vida melhor em terras do Novo Mundo. O «Deutschland» navegou nessa rota -sem incidentes dignos de registo- durante nove anos. No dia 4 de Dezembro de 1875, este navio alemão zarpou (sob as ordens do capitão Brickenstein) de Bremerhaven com destino aos Estados Unidos. As condições do mar eram péssimas e, na madrugada do dia 5, o «Deutschland» foi brutalmente encalhar em Kentish Knock, porção de costa situada a 25 milhas de Harwich. Falharam todas as tentativas para o safar da sua incómoda posição. Com o hélice quebrado (aquando de uma dessas desesperadas manobras), o navio foi abandonado pela sua tripulação e pelos seus viajantes, que aceitaram a ajuda das embarcações que acorreram ao lugar do sinistro. Mas, nem todos eles conseguiram fugir da armadilha em que se havia transformado o navio. E só 135 acabaram por sobreviver ao vendaval que persistiu e aos assaltos letais das ondas . No rescaldo das operações de salvamento, foram contabilizados 78 mortos e desaparecidos. Na região onde ocorreu o desastre, a notícia da perda do «Deutschland» correu célere e dezenas de habitantes de cidades como Harwich e Ramsgate saquearam o navio e os cadáveres dos seus infelizes passageiros. Um desenhador do jornal «Illustrated London News» registou esse triste momento e um repórter do «The Times» presente não hesitou chamar aos rapinantes «bando de abutres». O inquérito que averiguou a perda do navio culpabilizou o seu capitão, que foi acusado de negligência. No naufrágio deste navio alemão pereceram 5 freiras franciscanas de Salzkotten (Vestefália); facto que inspirou os versos «The Wreck of the Deutschland» ao poeta Gerard Manley Hopkins. Este paquete germânico apresentava 2 800 toneladas de arqueação bruta. Media 99 metros de comprimento por 12 metros de boca. A sua máquina a vapor e o seu sistema vélico (distribuído por 2 mastros) proporcionavam-lhe uma velocidade máxima da ordem dos 11 nós. O navio tinha uma tripulação de 90 membros.
terça-feira, 7 de maio de 2013
«LIMA»
////////// Paquete português, pertencente à frota da Empresa Insulana de Navegação. Navegou com as cores desta companhia entre 1922 -ano em que foi adquirido aos Transportes Marítimos do Estado- e 1969. Este navio, com cerca de 3 900 toneladas de arqueação bruta e que media 111,60 metros de comprimento por 13,80 metros de boca, foi afectado às ligações entre Lisboa e alguns portos das ilhas adjacentes. Veio substituir o velho «Funchal» (que navegava desde 1884) na carreira dos arquipélagos. Missão que o «Lima» cumpriu satisfatoriamente. Este navio tinha capacidade para receber a bordo 314 passageiros (99 dos quais alojados em camarotes de 1ª classe) e mercadorias diversas. Sendo estas embarcadas (e desembarcadas) pelos seus dois mastros de carga, sempre que o porto de escala não dispusesse de guindastes apropriados. Uma fonte que consultámos, dá o «Lima» como tendo efectuado viagens de Lisboa até à Palestina com refugiados judeus. Isto nos finais da 2ª Guerra Mundial. Este paquete fez a sua derradeira viagem no dia 9 de Julho de 1968. O destino foi o das Berlengas e os seus últimos passageiros foram funcionários e outros convidados da casa armadora. Arrumado no cais de Xabregas, o «Lima» foi, posteriormente, vendido como sucata à empresa Raposo & Vasques Vale, Lda. e por ela desmantelado no decorrer do ano de 1969. O nome primitivo deste paquete foi «Westerwald» e o seu primeiro proprietário foi a companhia alemã Hamburg Amerika Linie (a conhecida Hapag); que o havia mandado construir, em 1907 no Reino Unido, nos estaleiros da firma Furness Whithy & Cº Ltd (de West Hartlepool). O Westerwald» foi um dos navios germânicos que se refugiou no estuário do Tejo, quando rebentou o primeiro conflito generalizado. E que as autoridades portuguesas apresaram em 1916. Acto belicoso, que levou o Império Alemão a declarar-nos guerra.
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