quinta-feira, 10 de maio de 2012
«GRACE HARWAR»
Foi construído em 1889 no estaleiro escocês da firma William Hamilton & Cº, de Port Glasgow para o armador W. Montgomery, de Londres. Configurado como um três mastros galera, tinha casco de aço e 1 816 toneladas de arqueação bruta. Media 115 metros de comprimento fora a fora por 14,40 metros de boca. Esteve no comércio com a América do sul (para onde levou cimento, carvão e outras mercadorias e de onde trouxe nitratos) até 1913, ano em que foi vendido à sociedade Finska Rederi AB Delfin, de Helsinquia, passando a hastear, desde então, bandeira da Finlândia. Em 1916, o veleiro foi arremessado contra as costas do Alabama por um tremendo furacão que o surpreendeu perto do porto de Mobile, onde fora carregar madeira de pinho. Foi reparado, sobretudo a nível do seu muito danificado aparelho, e vendido nesse mesmo ano ao armador (também ele finlandês) Gustav Erikson, de Mariehamn (ilhas Aland). Prosseguindo a sua actividade, esteve no comércio do trigo com a Austrália e percorreu todos os oceanos do mundo. O «Grace Harwar», considerado aquando da sua construção um dos maiores veleiros existentes, nunca utilizou motor auxiliar e sobreviveu até 1935, altura em que foi vendido para a sucata. Foi desmantelado, nesse mesmo ano, pela conhecida empresa britânica Metal Industries Ltd nos seus estaleiros de Charlestown.
«EL DJEZAIR»
Paquete francês pertencente à frota da Compagnie de Navigation Mixte, construído em 1934 pelos estaleiros navais de La Seyne-sur-Mer (Forges et Chantiers de la Méditerranée). Concebido para assegurar a linha regular Marselha-Argel, o «El Djezair» (nome que significa ‘Argélia’) era um navio com 5 884 toneladas de arqueação bruta, medindo 123 metros de comprimento por 16,40 metros de boca. O seu sistema propulsivo compreendia 2 grupos de turbinas, 4 caldeiras (desenvolvendo uma potência global de 8 500 cv) e 2 hélices. A sua velocidade de cruzeiro era de 20 nós. Teve um irmão gémeo que era o paquete «El Mansour». Servido por uma equipagem de 96 membros, o «El Djezair» podia receber 115 passageiros em 1ª classe, 142 em 2ª classe e 126 em 3ª classe. A silhueta do navio sofreu alterações em 1937, ano em que lhe foi suprimida uma das suas duas chaminés de origem e se procedeu à redução dimensional da segunda. Com o eclodir da guerra, em 1939, este paquete das linhas transmediterrânicas foi requisitado pelas autoridades militares, recebendo então o estatuto de cruzador-auxiliar armado. No dia 16 de Fevereiro de 1940, o «El Djezair» (assim como os seus congéneres «El Mansour», «El Kantara», «Ville d’Oran» e «Victor Schoelcher») foram designados, em grande segredo, para evacuar as reservas de ouro do Banco de França. A partida dos navios fez-se de Brest e o porto de destino foi o de Dacar (Senegal), onde o «El Djezair» arribou no dia 28 de Junho desse mesmo ano. Depois da invasão da França pelos alemães, o navio foi confiscado (a 29/01/1943) pelos hitlerianos e oferecido aos seus aliados italianos, que lhe deram o nome de «Cassino». Os tudescos, que voltam a apoderar-se do paquete uns meses mais tarde (a 20/10), em consequência da reviravolta política operada em Itália, conduziram-no ao espaço lagunar de Thau (sul de França), onde o navio foi bombardeado e afundado por aviões da Real Força Aérea no dia 23 de Junho de 1944. O «El Djezair» foi reemergido na Primavera de 1945 e as suas máquinas recuperadas para serem utilizadas num paquete em construção nos estaleiros de La Seyne. A carcaça do navio (irrecuperável) foi vendida a um industrial italiano de ferro-velho, que o desmantelou, em Savona, no ano de 1950.
terça-feira, 8 de maio de 2012
«KAKO»
Cruzador pesado da marinha imperial japonesa pertencente à classe ‘Furutaka’. Foi realizado pelos estaleiros da sociedade Kawasaki, de Kobé, e dado como concluído em Julho de 1926. O «Kako» deslocava 9 540 toneladas (plena carga) e apresentava as seguintes dimensões : 176,80 metros de comprimento por 15,80 metros de boca. O seu calado era de 5,60 metros. Dispunha de um sistema propulsor que desenvolvia uma potência global de 102 000 shp, o que lhe garantia uma velocidade máxima de 34,5 nós e uma autonomia de 7 000 milhas náuticas com andamento reduzido a 14 nós. Do seu armamento constavam (inicialmente) 6 canhões de 200 mm, 4 de 76 mm e 8 tubos lança-torpedos de 610 mm. Estava equipado com 1 catapulta a vapor, que lhe permitia operar um hidro. O armamento do «Kako» foi alterado no decorrer da sua vida operacional, sobretudo entre 1936-1937, período em que foi modernizado no arsenal de Sasebo. Este cruzador pesado participou na guerra sino-japonesa e foi, em finais do ano de 1941, um dos navios nipónicos envolvidos nas operações contra Pearl Harbour e Guam. Depois disso, participou em inúmeros combates contra as forças norte-americanas do Pacífico, tendo marcado presença em Rabaul, ilhas Marshall, Salomão, etc. Esteve, ainda, nas operações que ditaram a retirada de Port Moresby, na batalha do Mar de Coral e na batalha de Savo. Este navio nipónico foi várias vezes atingido pelo fogo do adversário e, na véspera da última batalha referida, viu o seu hidro (um Aichi E13A.1) ser abatido por um ‘Dauntless’ da guarnição do porta-aviões «Wasp». Depois de intensa actividade durante o 2º conflito mundial, o «Kako» acabou de maneira trágica, já que -a 10 de Agosto de 1942- sucumbiu aos ataques do submarino USS «S-44», que o torpedeou e afundou ao largo da ilha Simberi (território da actual Papua-Nova Guiné). O «Kako» e o «Furutaka» foram os primeiros cruzadores pesados da armada japonesa e eram, na generalidade, muito semelhantes aos navios da classe ‘Aoba’, que lhes sucederam.
«GOETHE»
Construído em 1913 no estaleiro Gebr. Sachsemberg (na Alemanha), o «Goethe» é um barco de cruzeiros alemão que, ainda hoje -um século depois de ter sido lançado à água pela primeira vez- serve o turismo renano, navegando entre as cidades de Colónia e de Dusseldorf. Trajecto classificado Património da Humanidade pela UNESCO. Pertence à frota da Sociedade de Cruzeiros Köln-Düsseldorfer e pode receber um máximo de 900 passageiros por viagem. O «Goethe», uma embarcação accionada por rodas laterais, mede 83,40 metros de comprimento por 15,70 metros de boca; dimensões que fazem dele o maior barco do mundo do seu género. A sua máquina diesel (que substituiu, naturalmente, os primeiros engenhos a vapor que equiparam esta belíssima embarcação) desenvolve uma potência de 515 kW. Dotado dos mais modernos requisitos de segurança e de conforto, esta relíquia da navegação fluvial alemã do início do século XX (cujo nome presta homenagem a Werther Goethe, o príncipe dos poetas alemães) sobreviveu a duas guerras mundiais e é um exemplo paradigmático daquilo que pode ser feito para assegurar a conservação do património de um país. Infelizmente, essa sensibilidade não se generalizou.
«FOZ DO DOURO»
«AFRICAN QUEEN»
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Famoso por ter sido utilizado no filme «A Rainha Africana», realizado por John Huston em 1951, este pequeno barco a vapor foi desenhado pelo arquitecto naval Isaac J. Abdela e construída -em 1912- pelo estaleiro Abdela & Mitchell, situado no Canal Stround, em Brimscombe (Gloucestershire). Estes dados parecem ser os mais verosímeis, havendo, no entanto, uma outra notícia que o dá como realizado noutro estaleiro inglês. Enviado para o continente negro, o «African Queen», que tinha um casco em madeira e revestimento parcial em chapas de aço rebitado, operou inicialmente (no transporte de passageiros e carga) nos lagos Victoria e Albert por conta da companhia British East Africa Railways, à qual ele pertenceu de 1912 até 1968. No início dos anos 50 (do século XX) foi alugado pela produção da película supracitada, que teve como principais actores os inesquecíveis Humphrey Bogart e Katharine Hepburn. Este barco.-que se chamou «Livingstone» até à realização da famosa fita- foi encontrado no Cairo (capital do Egipto) em 1970 e adquirido por um cidadão norte-americano, que o levou para a sua terra e o restaurou. O «African Queen» passou, desde então, a navegar, com turistas, à volta de Key Largo, onde está matriculado. Em 18 de Fevereiro de 1992, passou a integrar o registo do Património Histórico dos Estados Unidos, facto que lhe vai garantir, presume-se, a preservação futura. Esta pequena embarcação tem à volta de
«SHEARWATER»
Navio da classe ‘Condor’, pertencente à marinha de guerra inglesa. Foi construído nos estaleiros HM Dockyard, de Sheerness (condado de Kent), e lançado à água no ano de 1900. Usou bandeira do Reino Unido, até 1915, ano em que foi cedido à armada irmã do Canadá, para actuar como navio de apoio a uma flotilha de submarinos. Foi um dos três navios de guerra que permaneceu (até 1917) na costa do Pacífico, ficando estacionado na base de Esquimalt (Columbia Britânica). Perante a inactividade inimiga nessa região, parte da sua artilharia (2 canhões de
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